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sábado, 12 de setembro de 2026

sobretudo, sobre riscos

 Pequenas introduções para pequenos adendos, decidi que quero testar um novo formato. Tempos depois de postar meus textos, me sentia insatisfeita com a quantidade de ideias que conseguia apresentar em uma única postagem; às vezes, os melhores pensamentos surgem depois de escrever ao invés de no meio do processo. As coisas acontecerem assim me deixava muito frustrada, exergava o botão "publicar" como um enorme ponto final, após publicar nada mais se altera, o pensamento está engessado para todo o sempre.

Porém, as coisas não funcionam assim, pensar mais pode significar pensar melhor. As palavras são minhas e eu escolho se quero adicionar, retirar, subverter ou transformar uma ideia em algo novo, eu sempre posso escolher recomeçar. É com essa nova liberdade que começo minha primeira "continuação", dessa forma antes de ler esse texto, recomendo que leia este daqui primeiro.

sugestão de música para escutar enquanto lê

Do mesmo jeito que a outra postagem, quero falar sobre riscos no geral, mas também quero me aprofundar em uma nova experiência específica. Em vez de ter uma grande reflexão distribuída ao longo de vários dias, passei a semana percebendo a minha vida e o quanto tinha medo que ela se tornasse o que agora é. Antes de entrar no IF, tinha muito receio de tudo, de não gostar do curso, das pessoas, do ambiente, da rotina, e fui tão positivamente surpreendida que acho até engraçado pensar que essa vida me amedrontava. Possuía, também, medo de começar a trabalhar pelos mesmos motivos, mas foi esse ambiente que me proporcionou uma das melhores experiências que tive ultimamente.

A exposição de química foi algo mágico, não necessariamente por conta da exposição em si, mas por ser um conglomerado de situações que me deixariam muito desconfortável. Tudo poderia ter acontecido e acabado com meu passeio, ter que interagir com pessoas da minha idade que não tenho tanta intimidade assim, me expor e conversar com adultos quando era óbvio que eu não entendia nada do que estavam falando, ter que apresentar um projeto que eu não dominava tão bem assim, e tantas outras coisas.

Nada disso me deixou desconfortável, acho que tomar riscos transforma a sua percepção do que é "perigo", em nenhum momento me senti intimidada, pelo contrário, tive mais vontade de conhecer o desconhecido. Nesses momento, percebo que talvez esteja mais pronta para o mundo.

Não quero conhecer tudo, quero que o desconhecido ainda exista. Não sei explicar muito bem. Acho que o mundo não me deixa mais desconfortável porque estou mais acostumada em ser eu mesma, será se isto que é amadurecer?


Um comentário:

  1. quem não arrisca não petisca, as vezes interpretamos a palavra "risco" como algo ruim, um mal presságio talvez?
    mas quando tomamos certos riscos, podemos amar e assim não morreremos, porque seremos eternizados em algo que nem sabíamos que iríamos nos encontrar
    no fim, o infinito desconhecido é uma chance de viver, de amar e de sentir tudo o que nosso corpo é capaz de sentir

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